Publicado por Redação em Carnaval de São Paulo | 15/12/2016 às 13:23:38


Escolas de samba vendem e reciclam adereços usados no Carnaval 2016


Com crise, escolas buscam alternativas para deixar o custo do desfile menor.

Escolas de samba de São Paulo optaram por vender e reciclar adereços usados no Carnaval 2016 como alternativa para driblar a crise econômica.

A presidente da Rosas de Ouro, Angelina Basílio, tenta reciclar tudo o que pode de um caranaval para o outro. A quadra está tomada por sacolas cheias de fantasias e adereços que já desfilaram no Anhembi. “Estamos aproveitando muito e vendendo para as escolas de samba do interior, da baixada, do litoral”, afirma.

Além de vender as peças, é preciso negociar também, Mesmo com 70% de desconto, as escolas pedem para diminuir o preço. “’Essa peça não vale isso, essa escultura não vale isso’... vale sim!”

No barracão da Império de Casa Verde, as penas de faisão são importadas e muito bem cuidadas. Elas passam de ano para ano. Cada uma delas custa R$ 80 e em cada ala são usadas pelo menos 1.500 penas.

O aderecista Leandro Germano fala sobre todo o cuidado que tomam com as peças. “Só quando quebra mesmo que não se usa mais. Mas as penas bem guardadas, guardadas no talco, com naftalina para não pegar traça, porque é material orgânico, dá para utilizar uns três quatro carnavais seguidos”, explica.

Economia retraída significa menos empresas patrocinando projetos culturais, como o Carnaval. Dólar alto (maior parte dos materiais são importados) e a inflação causam um Carnaval caro.

Na Acadêmicos do Tatuapé a regra é o reaproveitamento. Eles não vendem as fantasias, mas emprestam e pegam de volta. Chegam a recuperar 90% do material. Em 2017 serão usadas 750 kg de plumas, deste total, 650 kg são reaproveitados.

Para aumentar a renda, as escolas ainda fazem ensaios durante a semana inteira, alguns são pagos, em outros cobram apenas a consumação.



 

Fonte: G1.Globo

 


Tags: carnaval-2017


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