Veja os enredos que as escolas da Série A do Rio vão defender no carnaval de 2017.

Publicado em Carnaval do Rio, por Redação em 23/01/2017


As 14 escolas desfilam nos dias 24 e 25 de fevereiro. no Sambódromo. Somente a campeã da disputa irá desfilar no Grupo Especial, no ano que vem.



Homenagens, trajetórias de santos e orixás e as boas lembranças dos tempos de criança são alguns dos temas que serão apresentados pelas 14 escolas Série A, do Grupo de Acesso, no carnaval de 2017, na Marquês de Sapucaí, nos dias 24 e 25 de fevereiro. Somente a campeã da disputa vai desfilar no Grupo Especial, em 2018.

Campeã da Série B, a Acadêmicos do Sossego vai prestar uma homenagem a uma das maiores atrizes brasileiras, com o enredo “Zezé Mota, a deusa do ébano”, do carnavalesco Márcio Puluker. A escola vai contar um pouco da trajetória da atriz e relembrar seus sucessos no cinema, na TV, no teatro e na música.

A Alegria da Zona Sul vai cantar uma das grandes damas do samba e da MPB no enredo “Vou festejar... Com Beth Carvalho, a madrinha do samba”, do carnavalesco Marco Antônio Falleiros. A escola vai celebrar os 50 anos de carreira da cantora e compositora, na avenida.

Levando a sério o fato de que carnaval é tempo de brincar, a Unidos do Viradouro vem com um enredo bem divertido: “E todo menino é um rei”, do carnavalesco Jorge Silveira. A escola vai falar da infância, tomando como base a canção imortalizada por Roberto Ribeiro. A Viradouro vai convidar cada menino a tomar posse de seu trono no universo da fantasia.

A Império da Tijuca vai contar a história de São João Batista. Ou seja, “O último dos profetas”, do carnavalesco Júnior Pernambucano, que no sincretismo religioso é reconhecido na umbanda como Xangô. Deus da justiça, e também um dos santos mais celebrados no país, principalmente nas festas juninas.

O importante é ser feliz e mais nada. Esse é o recado que a União do Parque Curicica quer passar na avenida, de acordo com a ótica dos carnavalescos Leandro Mourão e Vítor Mourão. E para isso a escola vai revirar o baú de boas lembranças de um passado recente, como jogos, brincadeiras, programas de TV, livros e músicas dos tempos de criança.

A Estácio de Sá vai prestar sua homenagem ao cantor e compositor Gonzaguinha, criado no bairro de Ismael, com o enredo “É, o moleque desceu o São Carlos, pegou um sonho e partiu com a Estácio”. Os carnavalescos Chico Spinosa e Tarcísio Zanon vão lembrar a trajetória do artista e as influências que recebeu de seu pai, Luiz Gonzaga, o rei do baião.

A Acadêmicos de Santa Cruz vai propor uma viagem diferente: pelos livros da literatura infantil. É através das estórias e personagens, com o enredo “Vou levar somente o que couber no bolso e no coração… Uma viagem de sabedoria além da imaginação, imaginada pela da comissão de carnaval formada por Lane Santana, Munir Nicolau, Wladimir Morellembaum e que a escola quer encontrar as respostas e soluções para um mundo menos conturbado.

Outro grande homenageado na Série A é carnavalesco Viriato Ferreira. Sua obra e a genialidade de outros carnavais serão lembradas no enredo “No saçarico do Marquês, tem mais um freguês – Viriato Ferreira”, do carnavalesco João Vítor Araújo, que a Acadêmicos da Rocinha vai levar para a Sapucaí.

A Acadêmicos do Cubango vai lembrar outro grande cantor e compositor na avenida: João Nogueira, grande defensor do samba, ritmo que acaba de completar cem anos de amores e dissabores. A escola vai apresentar o enredo “Versando Nogueira nos cem anos do ritmo é nó na madeira”, do carnavalesco Lúcio Sampaio.

A Inocentes de Belford Roxo vai tentar conquistar a simpatia do público contando a histórias de carismáticos vilões de histórias em quadrinhos, lendas, livros, cinema e TV. E quer ver quem vai resistir ao charme de Macunaíma, por exemplo, o grande anti-herói brasileiro, com o enredo “Vilões – o verso do inverso”, de Wagner Gonçalves.

Com Meu quintal é maior do que o mundo, de Marcus Ferreira, a Império Serrano vai prestar uma homenagem ao centenário e à obra do poeta mato-grossense Manoel de Barros, que pertenceu à Geração de 45.

A Unidos de Padre Miguel vai falar da importância da preservação das matas e do poder de cura das ervas medicinais, através da história de um orixá, como enredo Ossain – o poder da cura, de Edson Pereira.

Um bilhete escrito numa garrafa e lançado ao mar dá início ao enredo O papel e o mar, de Raphael Torres e Alexandre Rangel, da Renascer de Jacarepaguá. A escola vai aproveitar o mote para contar a história de dois personagens históricos brasileiros. O “almirante negro” João Cândido, líder da Revolta da Chibata, e Carolina Maria de Jesus, uma das primeiras escritoras negras do país.

A Unidos do Porto da Pedra vai encerrar o segundo dia de desfiles da Série A na Sapucaí deixando um gostinho de quero mais. Com o enredo Ó abre-alas que as marchinhas vão passar, de Jaime Cezário, a escola vai lembrar antigos e festejar os atuais bailes de carnaval, embalados por marchinhas que fazem sucesso até hoje.

Fonte: UOL


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