Publicado por Redação em Carnaval do Rio | 15/12/2016 às 13:41:44

Neguinho da Beija-Flor encerrará temporada 2016 do Botequim do CARNAVALESCO


A segunda temporada do Botequim do Carnavalesco na Boutique e Bar Sempre Vila chega ao fim neste domingo com um encerramento de ouro.
O último intérprete a ser homenageado é a referência maior para todos os demais que já passaram pelo palco do local neste ano.

Luiz Feliciano Marcondes, o Neguinho da Beija-Flor, será condecorado por seus mais de quarenta anos de serviços prestados à Beija-Flor e ao carnaval carioca. Orgulhoso de sua trajetória, Neguinho não se considera um sucessor de Jamelão, a maior voz que já cruzou a Marquês de Sapucaí.

A Boutique e Bar Sempre Vila fica na rua Souza Franco, 364, em Vila Isabel, a casa abre 18h e fecha 23h.

É um prazer enorme ser agraciado com essas homenagens. Quando eu comecei me espelhei em Jamelão, Roberto Ribeiro, Ney Viana, Sylvinho da Portela, Haroldo Melodia, e não imaginaria que seria considerado o que me tornei.

Queria apenas ser um intérprete e ter um samba cantado pela minha escola de minha autoria. Acabou que tive seis. Estar sendo visto por vocês como sucessor do mestre é um sonho para mim. A sensação é de dever cumprido – derrete-se Neguinho.

Neguinho é natural de Nova Iguaçu e deu seus primeiros passos ainda nos anos 70 na Leão de Nova Iguaçu. Em 1975, ainda Neguinho da Vala, conseguiu o feito de ao mesmo tempo vencer um samba e ser o intérprete oficial da Beija-Flor no ano seguinte, quando a agremiação se tornou campeã pela primeira vez. De lá pra cá o intérprete marcou época como a voz da escola que passou a colecionar conquistas e desfiles impressionantes.

Neguinho foi a voz dos 13 títulos da escola e revela ao CARNAVALESCO como surgiu o exaltação ‘Deusa da Passarela’, hino oficial da Beija-Flor de Nilópolis.

‘Sonhar com rei dá leão’, nosso primeiro campeonato, cuja autoria é minha sozinho, ‘Criação do mundo na tradição Nagô’, ‘A grande constelação das estrelas negras’ e ‘Ratos e urubus, larguem minha fantasia’ são as obras que mais me marcaram na avenida.

Mas um samba em especial eu guardo no meu coração. ‘Deusa da passarela’, o hino oficial da minha querida Beija-Flor.

Esse samba foi um pedido do João 30. Ele reclamou que a escola não tinha um samba exaltação como a Portela e a Mangueira. Comecei a fazer enquanto ele fazia a feira e depois cantei para ele ouvir no que ele ficou maravilhado.

Na época o presidente era o Nelsinho David, irmão do Anísio, e o João pediu que fossem providenciados prospectos do samba para que eu já cantasse na quadra. Isso em 1980, há quase 37 anos – recorda Neguinho da Beija-Flor.

Fonte: Carnavalesco


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