Em nome da clareza, Portela divulga justificativa de enredo para não perder ponto

Publicado em Carnaval do Rio, por Redação em 06/02/2017


Em 2016, a escola perdeu ponto pois jurado achou que carro estava em setor errado. Paulo Barros diz que projeto de 2017 é bastante ousado, moderno, belo, porém, clássico.
 


 

Sim, vai ter muita água na Marquês de Sapucaí, como se espera de um enredo que fala de rios. Em três das seis alegorias, o precioso líquido estará presente. Mas segundo o carnavalesco Paulo Barros, os rios que a Portela vai apresentar têm muito mais para mostrar com o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse rio passar.

E para que não paire qualquer dúvida de interpretação sobre o enredo em 2017, e deixar tudo claro como água, a justificativa que normalmente é apresentada aos jurados, para o carnaval de 2017 já foi publicada na íntegra, no site da Portela. Afinal, o décimo perdido em enredo, e que fez com que a escola ficasse em terceiro lugar, ainda está entalado na garganta do carnavalesco.

A gente entrega a justificativa do enredo para todos os jurados, explicando cada ala cada carro. Mas no ano passado um jurado tirou 0,1 da escola porque achou que uma alegoria deveria estar em outro setor, embora tudo estivesse explicado no enredo. Este ano, decidimos explicar para jurados e público tudo o que vai passar na avenida, disse Paulo Barros.

Para esfriar a cabeça e ter a tranquilidade necessária para desenhar figurinos e alegorias de carnaval campeão, Paulo Barros viajou para Orlando, nos Estados Unidos. E contou com o auxílio luxuoso do amigo e também carnavalesco Paulo Menezes. E este ano vai fazer um desfile, que considera um carnaval do tamanho que a escola comportas e sabe carregar.

 

 

Um carnaval bastante técnico, segundo o carnavalesco, com muito azul e branco como pede um enredo sobre rios, mas também com pontos de verde e laranja onde essas cores se fazem necessárias. Barros procurou manter suas características de carros com movimentos, mas desta vez não vai contar um dos traços mais marcantes de seus desfiles: as referências a filmes de cinema ou estrelas da música pop.

Por questões financeiras, que envolveriam uma grande dificuldade técnica, abri mão de representar o filme ‘A ponte do Rio Kwai’. A estrutura da alegoria teria de ser feita fora do barracão e o risco era muito grande. Mas estou fazendo, por exemplo, um dos projetos mais ousados no que se refere a técnica de engenharia hidráulica, que vão fazer a pista de esqui – que ele levou para a avenida em 2013, parecer fácil como tirar doce de criança . E brinca sarcasticamente: Este ano, o Thor voltou para Asgard e o Michael Jackson disse que este ano vai desfilar em outra escola.

Este ano o trabalho está sendo muito fácil para Paulo Barros, que além da crise financeira do país – e que, obviamente, impacta no carnaval – teve de lidar com a morte do presidente Marcos Falcon – e com a saída do coreógrafo da comissão de frente há pouco mais de um mês do desfile. Aliás, em nome da transparência no enredo, não faz mais nem mistério da comissão de frente.

Está na justificativa: é a piracema, fenômeno natural de peixes que nadam contra a correnteza para se reproduzir. É uma demonstração de força contra as adversidades. Projetei a comissão. A escola decidiu numa reunião que era necessário mudar o coreógrafo. Isso foi feito sem prejuízo para o projeto, explicou o carnavalesco, que do meio para o final do desfile preparou uma homenagem para Falcon, com quem teve um convívio curto, mas de amizade e apoio intensos.

Quando à maior expectativa sobre a águia, símbolo da escola, Paulo Barros é enfático: Ela virá à frente da escola, representando a Portela. Esteticamente mais arrojada, mais contemporânea, com movimentos e mantendo sua envergadura de 12 metros, que é o que cabe na avenida. Ela com uma estética moderna, porém, clássica. Bem ao estilo da Portela.



 

Fonte: G1.Globo 


 


 


Tags:  rio-de-janeiro


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