Publicado por Almir em Carnaval do Rio | 12/06/2020 às 17:06:16

Carnaval da Unidos da Tijuca 1995 - Os nove bravos do Guarani

Colocação: 12º Lugar
Carnavalesco: Oswaldo Jardim
Interprete: Paulinho Mocidade

SINOPSE

Foi lá, na velha Vila Real de Campinas (atual Campinas), no Estado de São Paulo, que tudo começou: seus primeiros sonhos com seus primeiros bravos pela música e pela vida.

Da Banda Oficial da Cidade, liderada pelo velho Manoel José, seu pai Antônio Carlos Gomes ainda bem menino, já possuía dentro de si não só o desejo, mas também a determinação, que lhe marcaria a vida, dando-nos de presente obras que deixariam a história musical de nosso povo imortalizada perante o mundo. E é o Scala de Milão seu grande berço de sucesso.

Com seus olhos amendoados, sua pele morena - herança de seus avós índios -, nosso Nhô Tonico, como chamavam os mais íntimos, já desde pequeno, deixava transparecer sua genialidade que um dia lhe traria o título de maior compositor operístico das Américas no século XIX. Logo logo, nosso Tonico se transformaria num homem, talvez ainda com a pureza de um menino - um curumim -, pureza que o faria brincar com as notas musicais românticas e apaixonadamente marcando toda sua obra com um tempero indiscutivelmente nacional.

Hoje a Unidos da Tijuca vem propor a todos, uma viagem muito especial através dos sonhos e delírios desse homem. Juntamente com ele iremos reescrever asa pautasa da avenida solfejos de paixão e alegria. A batuta do maestro como a vara de condão do mago diz que a grande temporada de ópera popular vai começar e com ela muitas emoções.

1° Bravo: Vamos passar uma Noite no Castelo; saber seus segredos, desvendar seus mistérios, conhecer seus guerreiros e suas Leonores, que em "noite alta" choram por seu destino.

2° Bravo: Junto com Joana de Flandres iremos de encontro às primeiras cruzadas. Cruzadas de onde sairemos vitoriosos nos tomando Cavaleiros da Ordem da Rosa, os prediletos do Imperador.

3° Bravo: Nossos corações irão bater compassados ao som dos tambores aimorés. Vivendo com Peri e Cecy a pureza de seu amor sobrevivendo a tudo sem se abater; um amor Guarani.

4° Bravo: Partiremos para Veneza, num tempo que já vai longe. Tempo de corsários e piratas. Tempo da "festa das marias". Tempo de Fosca, pirata apaixonada, capaz de tudo por seu Paolo.

5° Bravo: Entre duques e duquesas, damas e fidalgos nos encontraremos com Salvador Rosa, o pintor napolitano.

6° Bravo: Os salões abrir-se-ão para bailarmos com Maria Tudor sua corte com figuras clássicas de palhaços, numa atmosfera de "clowns".

7° Bravo: Vamos também reviver uma de suas obras mais marcantes, dedicada a Princesa Isabel: O Escravo, que nos fará embarcar para uma época caracterizada por uma luta abolicionista, época também de amores proibidos, como o do nobre Américo, filho de conde e a Índia Ilara.

8° e 9° Bravos: Finalmente, conheceremos a religiosidade de Colombo e a determinação da descoberta do Novo Mundo, e ainda, a busca de novos caminhos musicais do Condor o qual tem inspiração no Velho Oriente - terra dos sultões, princesas e muitos mistérios.

Audacioso e irreverente, nosso Maestro ocupou espaços, subiu degraus, venceu preconceitos e com suas características brasileiras, o "índio mulato", como foi citado algumas vezes, que um dia atravessou o Atlântico e brilhou, desafiando as regras e conceitos de sua época, fazendo o Velho Mundo se curvar ante a genialidade da América.

Samba Enredo: Os nove bravos do Guarani

Do novo pro velho mundo
Eu naveguei...
"Índio mulato", guerreiro,
"Nove Bravos" conquistei:
Na contramão da história,
Compus minha glória, de amor delirei...
Musiquei minha raiz
E orgulhei o meu país por onde andei...

Guardei em "noite alta"
Segredos do castelo, seu destino
Cruzei a minha espada,
Sonho real de um menino...

Ecoou em plena mata tropical
O compasso dos tambores aimorés
Fui Peri, amei Ceci no temporal
E venci os inimigos mais cruéis...

Na "Festa das Marias" em Veneza me casei...
Entre duques e duquesas, lindas damas eu pintei...
Dancei na corte inglesa, escravos libertei
Rezei com a princesa, o Oriente desvendei...

Mas tanto tempo passou,
Que alguém me viu afinal
E hoje eu sou
Carnaval...

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